quarta-feira, 6 de abril de 2016

Disciplina, discordâncias entre pais e filhos. Como agir, pai e mãe?




1.Disciplina
Com a disciplina - observação aos preceitos escolares, às regras e regulamentos das organizações, obediência à autoridade etc, -, temos um “eixo” para “girarmos” em simetria e cumprirmos nossas missões eficientemente.

Para cada coisa um tempo, um tempo para cada coisa. Não terminar no meio, não iniciar pelo fim e nem fazer mal feito são alguns tópicos de disciplina. Ao respeitar-se a cronologia das tarefas, as ordens superiores e implementar boa dose de competência, é possível fazer mais, melhor e em menor tempo.
Querer levar vantagem em tudo é um câncer comportamental que corrói e destrói o valor moral das pessoas. A disciplina, um dos pilares da educação, infelizmente é esquecida e dá-se lugar ao ‘eu primeiro’. Na busca de facilidades, uns atropelam os outros num comportamento indisciplinado e mesquinho.
Práticas sociais comuns como fazer fila, dar o lugar aos mais velhos, esperar a sua vez, dentre outras, são desrespeitadas, transformando-se em atos antissociais e beirando ao animalesco. Mas como exigir disciplina de um adulto indisciplinado?
Se desde pequenos, dia após dia, cuidarmos e endireitarmos o caule de uma planta, no futuro teremos uma árvore de tronco reto, vistoso, perfeito. Assim também o será com uma criança. Orientá-la, desde pequenina, a obedecer às leis, ordens, regras e costumes sociais é ter, amanhã, um cidadão disciplinado e uma sociedade leal, justa e colaborativa.

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 2.Discordâncias
As concordâncias, por conveniências ou interesses materiais, são discordâncias camufladas. Nem sempre concordar significa aprovar ou assentir que tem a mesma linha de ação ou pensamento. E, a propósito, as discordâncias, quando justificáveis, são formas de defesas de pontos de vista e de formação ética?

Discordar do que um oponente pensa, diz e faz é praxe normal no mundo civilizado. Cada qual tem sua forma de ser, de ver as perspectivas e de conduzir seu destino. O que outros pensam e dizem pode ou não coincidir com o que pensamos ou dizemos. Nem sempre as afinidades são afins... E as discordâncias, quando há, devem ser pacíficas e tratadas como normais nas relações entre pessoas de ideias diferentes. 
Por outro lado, como tratar as discordâncias dentro do lar? As discordâncias entre pai e filho podem ocorrer, serem calorosas, mas jamais extrapolar os limites do racional. Pai e filho não devem fazer de um diálogo discordante palco de embates de qualquer ordem.
Com o passar do tempo é normal a evolução intelectual do filho, aliás incentivada e patrocinada pelo pai. E essa evolução pode dar, ao filho, a presunção de ter superado os conhecimentos paternos. E aí iniciam-se as discordâncias...
O pai deve ser sagaz. Deve aceitar que eventualmente o filho o superou nos conhecimentos livrescos, mas que ele o supera nos conhecimentos da vida. E, assim, os egos devem ser aplacados e a união das duas mentes deve convergir em prol do bem comum.
Discordar, pai e filho, faz parte do debate democrático e é salutar para a complementação do saber, de um e de outro. Entretanto, isso deve ser feito num clima tranquilo, em alto nível, afinal devem entender que eles são dois soldados, armados com as mesmas armas e unidos para enfrentar o mesmo adversário, o mundo!


Prof. Inácio Dantas
Extraído do livro ebook "Ensinamentos de Pai para Filho". Adquira em www.amazon.com.br

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